Covid-19 não afeta safra de grãos e Conab estima produção em 251,8 mi de toneladas

A pandemia de Covid-19 enfrentada pelo mundo não afetou o andamento da safra brasileira. Com isso, a estimativa brasileira da produção de grãos passou de 251,9 milhões de toneladas para 251,8 milhões de toneladas.

Área total 

Esse volume deve ser registrado em uma área total cultivada de 65,1 milhões de hectares, crescimento de 2,9% ou 1,85 milhão de hectares. De acordo com a Conab, a soja e o milho são os produtos que impulsionam o bom resultado.

Soja

A oleaginosa deve apresentar uma produção de 122,1 milhões de toneladas, ganho de 6,1% em relação à safra 2018/2019, mas perda de 1,7% em relação último levantamento. O maior desempenho já registrado da cultura acontece mesmo com os problemas climáticos ocorridos no Sul do país, sobretudo no Rio Grande do Sul.

Nas demais regiões, o clima favoreceu e, aliado ao crescimento na área de 2,7% em relação à última temporada, a soja segue como um dos principais produtos da safra.

Milho 

Outro grão de destaque, o milho deve apresentar uma colheita de 101,9 milhões de toneladas. A maior parte deste volume é esperada na segunda safra do cereal, quando se estima uma produção de 75,4 milhões de toneladas.

A área tende a crescer em 4,5% comparada com a safra anterior e pode atingir 13,5 milhões de hectares. A Conab destaca, ainda, que o plantio do grão encontra-se em estágio avançado.

maior que a área cultivada na safra 2018/2019, influenciada pelas boas cotações do cereal.

Problemas climáticos na Região Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul, prejudicaram o potencial produtivo das
lavouras, o que deverá resultar em um rendimento médio no país de 4,2% menor que na última safra. A
colheita no país atingiu 44% na semana do levantamento.

segunda safra de milho tem a semeadura acontecendo de acordo com o avanço da colheita da soja. Mato Grosso, principal estado produtor, finalizou o plantio do milho, juntamente com Goiás, Tocantins e Maranhão. Paraná, Mato  Grosso do Sul e Piauí têm mais de 90% da área semeada.

O atraso no plantio da soja, por conta da falta ou desuniformidade das chuvas em outubro passado, reduziu a janela de plantio favorável ao milho segunda safra, fato que ajuda explicar a estimativa de redução de área em Mato Grosso do Sul e Paraná. A despeito dessa menor janela, em Mato Grosso do Sul, estima-se que aproximadamente 25% da área será semeada fora do zoneamento de risco climático.

Para o milho de terceira safra, a produção estimada é de 1,16 milhão de toneladas. Esse milho, que tem sua
oferta, principalmente, na região da Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia), além de Pernambuco e
Roraima, é produzido num calendário de plantio parecido com o do Hemisfério Norte, concentrando-se no
período entre maio e junho.

Outras culturas 

Além de milho e soja, algodão, arroz, feijão e sorgo devem registrar incremento na produção, o que influencia positivamente no número final da safra brasileira. No caso do arroz, este aumento acompanha uma queda de plantio do grão em área sequeira.

“Mas este movimento é seguido também de uma maior proporção do cultivo da cultura em áreas irrigadas, que geram maiores produtividades. Aliado a isso, o contínuo investimento do rizicultor em tecnologias permite a manutenção da produção, ajustada ao consumo nacional”, diz a companhia.

O algodão também deve apresentar a maior produção já registrada na série histórica, com uma colheita estimada em 2,88 milhões de toneladas da pluma do grão, influenciada pelos grandes investimentos no setor e pela expansão de área cultivada, aliada às boas condições climáticas encontradas nas principais regiões produtor.

FONTE: CANAL RURAL

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